Ah, Kelly era como 1 verdadeiro homem e só lhe falta mijar de pé. E realmente gostava de palavras e de escrever palavras, embora eu ainda hoje não consiga entender aquela mania de suprimir a pontuação. Mas aposto que Kelly sentiu prazer em escrever aquele lembrete. E não limparia os escritos de insulto nas portas das retretes, deixaria ficar o gay meeting e as assinaturas parvas tal e qual como estavam.
Os verdadeiros bares não terão nunca as portas das retretes limpas. É um requisito equiparável à licença de álcool. E um homem e um cão são em muita coisa iguais na natureza. Ela sabia-o; era uma garota esperta. Eu sou um verdadeiro cão e sei que só consigo mijar quando há qualquer coisa a que possa fazer pontaria.
Cumpriu o lembrete uma semana mais tarde (excepto no que tocava a fumar menos), deixando que ainda mijassem por mais uns dias em cima do poeta da semana, um tipo que costumava aparecer e deixar-se ficar calado a um canto do balcão, com os olhos espetados na prateleira de garrafas ou em quem ia passando, e que só dava de si com uma miríade de Buds em cima, tropeçando em toda a gente e dizendo obscenidades. Um tipo muito desagradável.
Que um dia lhe apalpou o rabo, e ela, num impulso rápido, largou a bandeja e pimba!, forte e feio como um homem: puxou a culatra atrás e agora firma-te cabrão! (desperdiçou tanta cerveja, meu deus, como o preço a que está hoje em dia). O tipo voltou no dia seguinte e tudo normal, excepto no lábio superior, na maquillage do olho esquerdo e nas falinhas mansas. Assinava com as enigmáticas iniciais de C.B.; tal como eu!